14/12/2017 às 18:08 - Atualizado em 14/12/2017 às 18:29

Doce e escalafobética

Luísa Farias, de 4 anos, esperava com olhinhos curiosos o começo do bate-papo Por Trás da Confeitaria Escalafobética, que aconteceu no dia 12 de dezembro, na Casa do Comércio, numa promoção do Senac Bahia, em Salvador, com a chef de confeitaria e rainha da cocada, Raíza Costa. Há um ano a menina começou a assistir tanto o programa, no canal GNT, quanto os vídeos do Dulce Delight no Youtube. Os doces, as cores e, é claro, o cachorrinho Lancelot são as coisas preferidas dela, que troca os desenhos animados para ver as produções da videomaker.

Raíza chegou trajando um vestido de veludo azul, sorrindo e disposta a passar a próxima hora falando, para uma plateia de 200 pessoas, sobre seu primeiro livro “Confeitaria Escalafobética | Sobremesas explicadas tim-tim por tim-tim”. A publicação da editora Senac São Paulo conta com 100 receitas que se traduzem em 400 páginas muito bem produzidas, com técnicas de fotografia atraentes e muitos doces. Aliás, só doces.

O programa de família de Luísa e Thiago Farias é assistir os vídeos de Raíza

A escritora disse que sempre teve vontade de escrever um livro, mas quando o dia chegasse, e chegou, ela queria escrever sobre tudo que ela sabe. “Vejo o livro como uma biografia, então tinha que ter todos os doces e técnicas que eu sei fazer”, comentou.

A pergunta que rondou o bate-papo foi relacionada às suas inspirações. Raíza surpreendeu ao falar que, em sua área, ela não tem ninguém que seja uma inspiração, mas ela explicou: “Se a minha inspiração for um cozinheiro as chances de acabar reproduzindo algo que ele faz é muito grande. Por isso eu vou buscar minhas referências na arquitetura, nas cores, texturas e fotografias".

A dona do Dulce Delight também tirou dúvidas sobre creme de leite fresco, sobre sua vida em Nova York e falou sobre seu desempenho autodidata na cozinha. A menina Luísa ouviu tudo tim-tim por tim-tim e no final ainda tirou uma foto com a confeiteira.

Raíza Costa disse que o doce reflete o estado de espírito, então fizemos uma pergunta: se o Senac-BA fosse um doce, que doce seria? Ela prontamente respondeu: “uma cocada, muito bem feita”.