03/06/2020 às 16:16

Em apenas dois meses, comércio baiano perde 13,4 mil empregos formais, aponta Fecomércio-BA

Confiança do empresário de Salvador cai 28,9% em maio e volta ao nível de 2016.

Os dados mais recentes da economia baiana mostram os danos causados pelo furacão da COVID-19. O Ministério do Trabalho divulgou os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontou que entre março e abril, no comércio do estado, houve um saldo negativo de 13,4 mil empregos formais, somando admitidos e demitidos. Em todo ano de 2019, o setor havia criado 5,3 mil empregos formais.

Especificamente do último dado de abril, o saldo geral de todas as atividades foi de -32,5 mil e o grupo de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foi o que mais fechou empregos com -9,6 mil. Na sequência vem outro setor importante para a economia do estado, alojamentos e alimentação, com saldo negativo de 7,4 mil.

“Se está havendo um aumento expressivo nas demissões, passa pela situação desafiadora dos empresários do comércio do estado de Bahia, que estão vendo sua demanda cair de forma significativa e brusca, além de não haver um cenário de recuperação no curto e médio prazo”, exemplifica o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Por causa disso, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), da Fecomércio-BA, registrou queda em maio de 28,9% em relação ao mês anterior, que já havia mostrado retração de 8,9%. Acumula em dois meses recuo de 34,7%. O indicador voltou a área de pessimismo, abaixo dos 100 pontos, ao atingir os 81,5 pontos, menor patamar desde maio de 2016.

O economista afirma que os três sub-índices avaliados pela pesquisa apontaram queda no mês. “A maior variação negativa foi de 35,8% do índice em que os empresários respondem pela atual situação da economia, do setor e de sua empresa em específico. O patamar do mês foi de 62,2

pontos. De fato, as vendas estão registrando forte retração no estado, de 12,8% em março, último dado disponível pelo IBGE”.

Dada a atual situação, sem os sinais claros de uma possível retomada da economia, nada mais natural do que reduzir as expectativas e evitar investir e contratar. Foi o que mostraram os dois outros sub-índices da pesquisa, recuo de 28,6% para o IEEC (Índice de Expectativa do Empresário do Comércio) e -22,5% para o IIEC (Índice de Investimento do Empresário do Comércio). As pontuações respectivas no mês foram de 107,4 e 74,9 pontos.

A Fecomércio-BA orienta os empresários a buscarem formas alternativas de vendas, como nos canais online de site próprio e martketplaces, até mesmo através das redes sociais. “É importante oferecer descontos, formas de pagamentos mais vantajosas, esquemas de entregas a domicílio, entre outras estratégias para conseguir reduzir os estoques e com isso se reverter em dinheiro para pagar os compromissos, como aluguel, funcionários, fornecedores”, pontua Guilherme Dietze.

 

 

 

 

 

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