31/10/2017 às 18:11 - Atualizado em 01/11/2017 às 19:19

Estudo revela dados sobre o mercado de shopping centers na Bahia

O custo de ocupação médio para manter uma loja num shopping center em Salvador representa 19,63% do seu faturamento. 200 lojas foram fechadas em shopping centers da capital em 2016. Estes são apenas alguns dos dados divulgados no estudo “Diagnóstico da Relação Lojistas e Shoppings Centers na Bahia”,  da Câmara de Empresários em Shopping Centers da Fecomércio-BA (CESC). Eles foram apresentados aos empresários do varejo no dia 30/10, na Casa do Comércio. A Consulting é a empresa responsável pela pesquisa encomendada pela Fecomércio-BA/CESC, FCDL, CDL Salvador e ACB – Associação Comercial da Bahia.

 O objetivo foi analisar a relação lojistas X administradoras de shopping centers sob os aspectos econômico e jurídico. “Ainda há poucas informações sobre os shoppings na Bahia, um mercado sustentado por três alicerces: o empreendedor, o lojista e o público consumidor, que é quem dita as regras”, contextualizou o presidente da Fecomércio-BA, Carlos de Souza Andrade, na abertura.

Transparência – o coordenador da CESC, Felipe Sica, explicou que com esse estudo os lojistas almejam uma relação mais igualitária e transparente com as administradoras, o que é crucial em tempos de crise. “O varejo é o setor que mais emprega no Brasil e na Bahia. Essas 200 lojas fechadas impactam na economia como um todo e na sociedade. Precisamos de fatos e argumentos para construir uma relação mais madura nos momentos de negociação”, disse o empresário, acrescentando: “Queremos um varejo forte. Sem lojistas não há shoppings”.

O presidente da FCDL, Tony Tawil, deixou claro que o estudo não tem nenhum viés, “ele retrata a realidade do mercado, vivenciada pelos varejistas”. Alberto Nunes, que preside a CDL Salvador, citou os aluguéis elevador: “quando a crise começou, há três anos, os aluguéis estavam altíssimos. Muitos parceiros fecharam suas portas por falta de acordo com os empreendedores”. A respeito dos aluguéis, um dos pleitos defendidos pelo grupo é a extinção do 13º aluguel dos contratos com os shoppings, algo que destoa completamente da realidade vivenciada hoje pelo mercado.

A mudança de comportamento do consumidor e o avanço do e-commerce são outros  pontos levantados pela pesquisa. Com novos hábitos, as pessoas vão aos shoppings, em primeiro lugar, em busca da experiência de entretenimento: em Salvador, 58% dos frequentadores não visitaram shoppings para fazer compras, em 2016. Outro fato que vem afastando os consumidores do varejo tradicional é a possibilidade de comprar pela internet.

Ações Judiciais – O estudo informa que, nos últimos cinco anos, 224 ações foram propostas pelos lojistas baianos contra os shoppings. Os três centros de compras que estão no topo do ranking de processos judiciais são o Shopping Salvador, Shopping Salvador Norte e o Shopping da Bahia. 

Acesse a íntegra do Estudo.