21/05/2020 às 18:18

Fecomércio-BA aponta que varejo baiano tem prejuízo de quase R$ 3 bilhões desde abril

Do início de abril até a segunda quinzena de maio, o comércio varejista do estado da Bahia deve ter faturado R$ 5,8 bilhões. De acordo com a Fecomércio-BA,  houve uma queda de 33% em relação a igual período do ano passado, quando o faturamento do varejo baiano foi de R$ 8,6 bilhões.

A diferença chega próxima dos R$ 3 bilhões, o que é considerado muito significativo porque, em grande parte, as vendas não realizadas, são vendas perdidas. Desde o início do isolamento social e fechamento total ou parcial de vários setores do comércio, os empresários estão tendo que se adaptar a uma nova realidade. O caminho alternativo mais utilizado tem sido o e-commerce, através dos próprios sites, dos marketplaces ou pelas redes sociais, como Instagram, Facebook e WhatsApp.

No entanto, o economista consultor da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, ressalta que a participação do comércio eletrônico em relação ao varejo físico gira em torno de 5%, subindo alguns pontos percentuais sazonalmente no mês de novembro, quando ocorre a Black Friday – o principal evento para o e-commerce no ano.

“A reação de cada empresário depende muito da característica de cada setor. Em condições normais, o ideal para entrar num mercado online é que seja feito com muito estudo e planejamento, o que não é possível neste momento”, avalia o economista. Um dos caminhos sugeridos pelos especialistas é optar pelos Marketplaces em vez de criar uma plataforma do zero, pois as marcas já são reconhecidas, têm um público de milhões em todo o país e a estrutura de venda já está colocada.

DRIVE-THRU – Em Salvador, o sistema de drive-thru para os shopping centers foi regulamentado pela Prefeitura Municipal e surge como mais uma alternativa, após a experiência na semana do Dia das Mães.

“A entrega gratuita é fundamental, principalmente, para os mercados de bairros, onde as distâncias são menores e não há necessidade de deslocar um funcionário por muito tempo fora da loja. E mesmo que o comércio esteja de portas fechadas, é importante deixar avisos bem evidentes na porta sobre o que está sendo feito, canais de atendimentos, produtos a vendas etc.”, aconselha o economista.

O consultor econômico da Fecomércio-BA conclui ainda que o caminho da inovação pode ajudar no sentido de minimizar os prejuízos e até já montar uma estrutura de vendas mais moderna para o período pós-pandemia.