06/10/2017 às 14:29 - Atualizado em 06/10/2017 às 17:32

Relator da Reforma Tributária realiza sua centésima palestra na Bahia propondo extinção de tributos

O relator da Reforma Tributária, o deputado federal Carlos Hauly (PSDB/PR), realizou na tarde desta quinta-feira (05/10), na sede da Fecomércio-BA, a centésima palestra para esclarecer os aspectos da Reforma Tributária brasileira, que está tramitando na Câmara Federal. O encontro, na Casa do Comércio, contou com as presenças de representantes das federações baianas do Comércio, Indústria e Agricultura ─Fecomércio-BA, FIEB e FAEB.

De acordo com Hauly, a reforma é essencial para fazer o Brasil crescer e assim distribuir rendas com justiça social. Dentro de suas propostas, o parlamentar se coloca a favor da extinção de vários tributos, muitos de base de consumo, dentre eles: CSLL, ISS, ICMS, IPI, PIS e Cofins, Cide, IOF e salário educação. A sua proposta de simplificação radical do sistema tributário prevê a criação do imposto de renda progressivo, do imposto de valor agregado e do imposto seletivo sobre itens como combustíveis, energia elétrica, transportes, cigarros, bebidas, entre outros.

“Não adianta a empresa ser competitiva da porta da fábrica para dentro se encontra um país como o nosso, do ponto de vista tributário”, disse o deputado. A ideia do relator é que a carga tributária atual, cerca de 35% do PIB, na média dos últimos anos, seja mantida, inclusive na participação da União, dos estados e municípios.

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O presidente da Federação, Carlos de Souza Andrade, defendeu a simplificação e desburocratização do sistema tributário. “O compromisso do Sistema Fecomércio-BA é lutar por ações que favoreçam o empresariado. Por isso é preciso que existam medidas que contemplem a distribuição mais equitativa da carga, eliminação da guerra fiscal, fim da antecipação tributária e aperfeiçoamento da política de desenvolvimento regional”, disse Andrade. 

Em sua fala, o diretor de Administração da Sudene, Antonio Magalhães Ribeiro, que na ocasião lançou o livro “Do autoritarismo à democracia: continuidades e mudanças da corrupção política no Brasil após a redemocratização”, frisou as tributações excessivas no consumo.

Para concluir, o deputado Hauly deixou uma mensagem aos que estavam presentes: “garantir o social é gerar empregos, empregos vêm da produção, produção gera riqueza e riqueza gera tributos, que geram ainda mais o social”.